Crianças Especiais

O que é lesão cerebral?

Quando o cérebro sofre uma lesão, a criança poderá ter um problema nas vias sensoriais (vias de entrada) ou nas vias motoras (vias de saída) ou ambas. Quando uma criança não pode ver, ouvir ou sentir apropriadamente, ela não consegue responder adequadamente ao mundo ao seu redor. Pode ser que isso seja um problema muito grave, como acontece com a criança que é funcionalmente cega, surda, muda, sem sensibilidade e paralisada.

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Pode ser um problema moderado, como por exemplo com uma criança que não consegue usar os dois olhos juntos adequadamente, não consegue se adaptar aos sons comuns do dia a dia, ou ainda é muito ou nada sensível ao toque. Pode ser também uma criança que não seja capaz de se movimentar, ou falar ou usar as mãos ao nível da sua idade.

Pode ser um problema leve, como ocorre com uma criança que não sabe ler, escrever ou fazer matemática de acordo com sua idade. Pode ter um problema de equilíbrio, coordenação, linguagem ou de competência manual.


Equívocos sobre o cérebro!

Por muito tempo, acreditava-se que o crescimento do cérebro era um fato estático e irrevogável. Porém, o crescimento e o desenvolvimento cerebral são um processo dinâmico e em constante mudança.

Este é um processo que pode ser interrompido, como em lesões cerebrais profundas. É um processo que pode ser diminuído, como ocorre em lesões cerebrais moderadas. Mas, o mais importante é que esse  processo que pode ser acelerado.

Tudo o que fazemos para acelerar o processo é fornecer estimulação visual, auditiva e táctil com maior frequência, intensidade e duração, em reconhecimento ao modo ordenado como o cérebro humano cresce. Em seguida, organizamos um programa para que a criança tenha um ambiente ideal rico em oportunidades para utilizar e desenvolver as vias motoras.

Por mais de meio século,  The Institutes parte do princípio de que o cérebro cresce com o uso. Atualmente os cientistas reconhecem a plasticidade do cérebro humano e novas pesquisas em neuroplasticidade confirmam que o cérebro é incrivelmente capaz de se recuperar e se reabilitar.

Aquela antiga ideia,  de que uma vez que o cérebro sofre uma lesão não há meios de recuperação, foi descartada.

Os sintomas de lesão cerebral

Quando o cérebro sofre uma lesão, dezenas de sintomas podem surgir. Isso faz sentido porque o cérebro é que faz tudo funcionar. Quando o cérebro está desorganizado,  pode resultar em sintomas que  assustadores (convulsões, rigidez, doenças graves, insuficiência para progredir); bizarros (gritos, ações repetitivas, morder, cheirar e degustar inadequadamente); e centenas de outros sintomas que podem parecer estranhos, engraçados ou simplesmente inexplicáveis.

Muitas crianças com lesão cerebral recebem um diagnóstico baseado nesses sintomas assustadores ou bizarros, em vez de um diagnóstico baseado em uma avaliação minuciosa do cérebro. Um diagnóstico sintomático pode levar à tentativa de tratar o sintoma enquanto ignora que o problema reside no próprio cérebro.

Não importa quão estranho ou difícil possa ser o sintoma, sempre há uma razão para esse sintoma. Uma vez que os pais aprendem como avaliar sua própria criança e compreendem o  seu Perfil do Desenvolvimento , muitos desses sintomas inexplicáveis começam a ​​fazer sentido. Quando o cérebro recebe estimulação e oportunidade apropriadas, esses sintomas começam a diminuir ou até mesmo desaparecer.

Existem mais de 300 rótulos que descrevem sintomas de crianças com lesão cerebral

A sua criança tem uma lesão cerebral?

Estes são os rótulos mais comuns para crianças com lesão cerebral:

Autista

Paralisia Cerebral

Atraso no Desenvolvimento

Traumatismo Craniano

Trissomia 21 (Síndrome de Down)

Transtorno do Déficit de Atenção

Epilepsia

Retardado Mental

Problemas de Aprendizagem

Necessidades Especiais

Outros rótulos sintomáticos

Entre em contato conosco caso sua criança tenha recebido um desses diagnóstico e você não tem certeza se sua criança tem uma lesão cerebral ou não.

Estamos aqui para ajudá-lo.

Historicamente, crianças diagnosticadas com Autismo, Atraso de Desenvolvimento, Paralisia Cerebral, Trissomia 21 (Síndrome de Down), Transtorno do Déficit de Atenção, Hiperatividade, Problemas de Aprendizagem, Dislexia e uma série de outros diagnósticos sintomáticos foram consideradas sem esperança.

Existem mais de 300 rótulos diferentes que são comumente usados para descrever crianças com lesão cerebral.

A grande maioria desses rótulos não são diagnósticos adequados, mas são sim descrições dos sintomas de crianças com lesão cerebral.

Para termos sucesso, é preciso tratar o cérebro, onde está realmente a lesão.

As causas da lesão cerebral

Infelizmente existem muitas maneiras pelas quais um bom cérebro pode ser lesionado. Vemos a criança que sofrem uma lesão cerebral ainda no útero materno devido a algum  acidente ou doença que a mãe possa ter sofrido durante a gestação (trauma, incompatibilidade do fator Rh, sarampo, hidrocefalia, consumo de drogas e/ou álcool, etc.). Às vezes, a mãe está ciente de uma lesão ou uma doença, porém geralmente problemas podem surgir nos primeiros nove meses que não são aparentes tanto para a  mãe ou seu médico (hidrocefalia, falta de oxigênio).

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Às vezes, uma lesão pode ocorrer imediatamente  antes parto (prematuro ou pós-maturo), durante o parto (compressão do cordão umbilical, placenta prévia, placenta abrupta, prolongada, parto precipitado ou tardio, cesariana) ou logo após o parto (insuficiência respiratória, icterícia, convulsões, parada cardíaca, acidente vascular cerebral).

Informações sobre lesões cerebrais

Algumas crianças podem ter uma doença (encefalite, meningite, doença de Lyme, catapora, sarampo), complicações cirúrgicas (parada cardíaca, falta de oxigênio, perda de sangue, choque séptico), reação a medicação (antibióticos, vacinas, anticonvulsivantes, aspirina ,anti-inflamatórios não esteróides)  ou uma lesão na cabeça (quedas, acidentes de carro, concussões esportivas, afogamentos, tiros, explosões), ou uma doença em adultos (acidente vascular cerebral, doença de Parkinson) que prejudica o cérebro.

Alguns problemas genéticos causam lesões no cérebro (Síndrome de Down, Síndrome de Angelman, Cri du Chat, Wolf-Hirchhorn, síndrome de Miller-Dieker, Síndrome de Pallister-Killian, Síndrome de Dandy-Walker, etc.). The Institutes não tratam problemas genéticos, mas as crianças que têm esses problemas também sofrem lesões cerebrais. Elas têm a mesma chance de melhora que outras crianças. Para muitas dessas crianças, seus problemas neurológicos são mais significativos do que suas diferenças genéticas.

Outras crianças podem ter excesso de líquido no cérebro (hidrocefalia), um tumor cerebral ou um coágulo de sangue (hematoma) ou craniostenose. Essas condições exigem intervenção neurocirúrgica. Comumente, essas condições serão tratadas antes que uma criança venha ao The Institutes. Caso estas condições ainda não tenham sido descobertas ou diagnosticadas antes da criança chegar aos The Institutes, tal intervenção será recomendada.

Às vezes uma criança pode apresentar uma deterioração progressiva do cérebro. The Institutes não possuem um programa de tratamento para doença cerebral progressiva. O caso de cada uma dessas crianças é revisado com grande cuidado para determinar se os Institutos podem oferecer ajuda para melhorar a qualidade de vida da criança com lesão cerebral.

Algumas crianças podem apresentar doenças como Pólio, lesão da medula espinhal, distrofia muscular que não são originadas no Sistema Nervoso Central, mas sim no Sistema Nervoso Periférico. Os programas dosThe Institutes não podem ajudar essas crianças.

Não importa qual tenha sido o fato inicial que causou a lesão, mas o penúltimo fato será sempre a falta de oxigênio no cérebro. O oxigênio é o alimento básico do cérebro. Se o oxigênio é cortado ou diminuído por qualquer razão, o cérebro sofrerá as consequências.